domingo, 15 de novembro de 2015

Dos cultivos do amor

Ela sorriu no meu canteiro
E a semente foi plantada
Com o adubo de um abraço
Regamos com um beijo
E o que nasceu foi amor.

Das maneiras de acordar domingo

Bom era acordar domingo
Depois do meio dia
Com a boca com gosto de caçamba
Ou acordar lá pelas dez
Com a mãe gritando
Reclamando do tênis cheio de lama
Ou acordar lá pelas oito
Pra ir no banheiro
E se descobrir em outra cama
Acordar perto das onze
Com um sorriso e um beijo
Ao lado de quem se ama
Qualquer outra é melhor
Do que acordar antes das nove 
Com o vizinho cortando a grama.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Das faltas

Estou sentindo a falta
Aliás, algo sempre faltará
Se um dia eu pudesse suprir todas as faltas
Seria a própria falta
O que iria me faltar.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Colecionadores

A vida são estes momentos que a gente vai achando no caminho
Momentos que a gente guarda como se fossem figurinhas.

A felicidade não está numa coleção completa
Não se iluda, o álbum da vida tem tantas páginas...
O tempo que a gente tem não da nem pra meio álbum!

Tem figurinha que a gente acha e já cola
Tem figurinha que a gente troca
Tem figurinha que a gente acha e joga fora
Tem figurinha que a gente guarda e não mostra pra ninguém.

A gente tem que escolher as páginas que mais nos agradam pra completar
Dizem que Deus tem um álbum que guarda nossos melhores momentos
E diante dele, a gente troca as últimas figurinhas.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Economia do amor

O coração dela não é crediário
Pra receber o meu amor
Sempre parcelado
Ela me entregou o dela à vista
E eu fiz crédito consignado.

Ela é bem de vida
Ela não poupa amor
Eu fiquei fazendo economia
Não dei o devido valor.

O amor que ela investiu
Não obteve rendimento
Nossa relação faliu
Porque atrasei os pagamentos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Declaração

Desde o dia que te vi
Eu sei que gostei de ti
Você estava logo ali
E eu vi você sorrir.

Desde o dia que te vi
Não consegui não te esqueci
Por isso agora estou aqui
Tremendo pra falar pra ti;

Um dia destes aí
Se você quiser me encontrar
A gente pode sair
A gente pode ir passear
Um dia desses aí
Algum refúgio da cidade
A gente pode sair
Pra colorir nossa amizade.

E se você disser que sim
E depois sorrir pra mim
Não tem ninguém que adivinhe
A nossa historia lá no fim.

domingo, 1 de novembro de 2015

Entre estações

Abriu-se a porta
E lá fora
Me deparei com os trilhos
Da realidade desta hora
Cheguei a estação de ir embora.

Não se se pego outro trem
Ou se apenas deixo o tempo passar
Pois sei que a estação que logo vem
É a estação de querer voltar.

A indecisão que me corroí
É o que me faz voltar ao ponto de partida
Ir embora é o que mais dói
Mas se eu ficar
Cedo ou tarde arde a ferida.

Como passarinho
Vou vivendo no entra e sai
Das estações...
Faz calor e fica frio
Mas com você
É sempre primavera.